A Polícia Civil apura uso de carimbo e dados de outra profissional para receitar medicamentos; buscas resultaram na apreensão de celular e outros materiais
Uma farmacêutica está sendo investigada pela Polícia Civil de Caldas Novas sob suspeita de se passar por médica no exercício de suas atividades profissionais. De acordo com a corporação, a mulher teria utilizado um carimbo contendo dados de outra profissional, formada em Medicina, para prescrever um medicamento a um paciente.
A identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades até o momento, o que impossibilitou a localização de sua defesa e a consulta ao registro profissional junto aos conselhos de classe competentes.
Como o caso veio à tona
As investigações tiveram início após terceiros verificarem, junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), o número de registro que constava em uma receita emitida pela farmacêutica. Ao realizar a consulta, constatou-se que os dados registrados no documento não correspondiam às informações da investigada, levantando suspeitas sobre a legitimidade do procedimento.
Carimbo com identidade de médica
Questionada pela polícia sobre a irregularidade, a farmacêutica alegou que se tratava de um equívoco no carimbo utilizado. Contudo, a corporação apurou que o item apreendido continha, de fato, os dados de uma médica, e não os da própria investigada.
A Polícia Civil ressaltou que a mulher possui formação exclusivamente em Farmácia, sem qualquer habilitação ou registro na área médica, o que reforça as suspeitas de exercício ilegal da profissão.
Busca e apreensão
Com base nos elementos reunidos ao longo da apuração, a Polícia Civil solicitou à Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão, cumpridos tanto na residência da investigada quanto na clínica onde ela realizava os atendimentos. Durante a diligência, os policiais apreenderam um aparelho celular e outros materiais que serão periciados para subsidiar a investigação.
Investigação continua
Segundo a Polícia Civil, as apurações prosseguem com o objetivo de reunir novas provas e verificar a existência de outras possíveis vítimas do esquema. O caso segue sob sigilo em relação à identidade da investigada até que novos desdobramentos sejam divulgados.
Com informações do g1 Goiás
Foto: Arquivo pessoal

