Policial civil e amigo desaparecem após canoa virar no Rio Paranaíba, em Corumbaíba

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Jorge Luiz Rêgo Ferreira, de 51 anos, e Romes Silva, de 26, estavam pescando quando a embarcação foi atingida por uma forte onda; buscas foram reforçadas com mergulhadores, sonar e apoio da Marinha

As buscas pelo policial civil Jorge Luiz Rêgo Ferreira, de 51 anos, e por Romes Silva, de 26, continuam no Rio Paranaíba, em Corumbaíba, no sul de Goiás. Os dois desapareceram na tarde de quarta-feira (26), depois que a canoa em que estavam durante uma pescaria virou após ser atingida por uma forte onda. Até a última atualização das autoridades, os dois homens e a embarcação ainda não haviam sido localizados. 

Os dois desaparecidos são moradores de Caldas Novas e estavam acompanhados de um terceiro homem, que conseguiu sobreviver ao acidente e chegar à margem do rio para pedir socorro. Segundo as informações repassadas aos bombeiros, o grupo pescava na região quando percebeu a mudança nas condições climáticas e decidiu retornar em busca de abrigo.

O acidente ocorreu enquanto os três ocupantes tentavam chegar à região conhecida como Casa Bonita. Conforme o relato do sobrevivente, os ventos estavam fortes quando uma onda atingiu a embarcação e provocou o tombamento. O homem utilizava colete salva-vidas e conseguiu permanecer na superfície, agarrado também a uma caixa térmica, até alcançar a margem e pedir ajuda em uma propriedade rural. 

As informações sobre a dinâmica do acidente foram repassadas pelo sobrevivente às equipes de resgate e são compatíveis com os dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás. Jorge Luiz e Romes também estariam utilizando coletes salva-vidas no momento do naufrágio, mas, apesar das buscas realizadas desde o acidente, ainda não foram encontrados. 

O atendimento à ocorrência foi iniciado por equipes do 9º Batalhão de Bombeiros Militar, de Caldas Novas. Os trabalhos passaram a envolver técnicas de mergulho, varredura do rio e buscas em diferentes pontos do curso d'água. Durante a operação, alguns pertences dos desaparecidos foram encontrados, mas não havia, até então, confirmação sobre a localização dos dois homens. 

Com o avanço das horas e a necessidade de ampliar a área de procura, a operação ganhou reforço nesta sexta-feira (28). Equipes da Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Goiás, passaram a atuar junto ao Corpo de Bombeiros e às polícias Civil e Militar. Embarcações equipadas com sonar também foram empregadas para auxiliar na procura pela canoa e pelos desaparecidos. 

A força-tarefa concentra os trabalhos principalmente nas proximidades da região conhecida como Casa Bonita. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, cerca de 14 profissionais participavam da operação, incluindo sete mergulhadores. A estratégia é ampliar a varredura tanto na superfície quanto em áreas submersas do Rio Paranaíba. 

A Polícia Civil de Goiás também participa da operação, inclusive com embarcação própria, enquanto equipes da Polícia Militar e outros órgãos dão apoio às buscas. Populares, fazendeiros da região e a Prefeitura de Corumbaíba também auxiliam nos trabalhos de localização. 

As condições do Rio Paranaíba e a força da correnteza são fatores considerados pelas equipes durante a operação. Segundo informações divulgadas sobre o atendimento inicial, as buscas chegaram a ser interrompidas durante a madrugada em razão das condições de vento e foram retomadas posteriormente, com ampliação das áreas de procura. 

Jorge Luiz Rêgo Ferreira é policial civil e tem 51 anos. Documentos públicos também registram sua trajetória profissional e apontam que ele ingressou na carreira policial após ter servido no Exército Brasileiro. O desaparecimento mobilizou colegas das forças de segurança e moradores de Caldas Novas, cidade onde ele residia. 

O caso permanece tratado pelas autoridades como uma ocorrência de desaparecimento decorrente de acidente náutico. Até o momento, não há informação oficial que indique outra causa para o desaparecimento dos dois homens além do naufrágio da embarcação.

As equipes seguem trabalhando para localizar Jorge e Romes. A utilização de mergulhadores, embarcações e equipamentos de sonar busca aumentar as possibilidades de encontrar a canoa e identificar a área em que os dois homens possam ter sido levados pela correnteza. Enquanto as buscas continuam, familiares e amigos aguardam informações sobre o paradeiro dos desaparecidos.

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), Polícia Civil de Goiás, Marinha do Brasil e informações publicadas pelo Metrópoles, g1 e veículos regionais.
Crédito das fotos: Reprodução/CBMGO.