O Suspeito foi detido em flagrante durante a Operação Desmascarados, ação nacional da PF que cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em dez estados e no Distrito Federal
Na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Desmascarados, ação nacional voltada ao combate de crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados pela internet. Em Caldas Novas, um homem foi preso em flagrante após ser encontrado com arquivos contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes armazenados em mídias digitais.
O crime, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, configura conduta grave e pode resultar em penas significativas de reclusão. As mídias apreendidas serão submetidas a perícia técnica para apurar o eventual envolvimento de outras pessoas e a ocorrência de crimes conexos.
A operação alcançou dez estados — Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo — além do Distrito Federal, com o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Em Goiás, Caldas Novas foi o único município contemplado pela ação.
Terminologia importa: violência, não "pornografia"
A Polícia Federal aproveitou a ocasião para chamar atenção sobre a nomenclatura utilizada ao se tratar desse tipo de crime. Embora o termo "pornografia infantil" ainda conste formalmente no ECA, a comunidade internacional recomenda o uso das expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual de crianças e adolescentes", por traduzirem com mais precisão a gravidade e o caráter criminoso das condutas, deixando claro que não há consentimento possível por parte das vítimas.
Prevenção começa em casa
A PF reforçou, ainda, a importância do acompanhamento parental no uso da internet por crianças e adolescentes. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e o incentivo para que jovens relatem situações suspeitas a adultos de confiança são apontados como ferramentas fundamentais de proteção.
Pais e responsáveis são orientados a monitorar o acesso à rede, estabelecer limites de uso e conversar regularmente com filhos e dependentes sobre os riscos presentes no ambiente virtual — onde predadores sexuais costumam agir de forma anônima e sistemática.




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Fonte: Polícia Federal do Brasil — Assessoria de Comunicação Social (Ascom/PF)
Fotos: Reprodução/PFGO

