A Operação deflagrada nesta terça-feira nos setores Nova Vila e Vila São José cumpriu sete mandados judiciais e reuniu equipes de três cidades; investigações seguem para identificar rede de distribuição das máquinas
A tranquilidade de dois bairros de Caldas Novas foi sacudida nesta terça-feira, 23 de junho, quando uma força-tarefa da Polícia Civil de Goiás desceu sobre os setores Nova Vila e Vila São José para desmontar um esquema de exploração ilegal de jogos de azar que vinha prejudicando famílias da região há meses. Ao final do dia, cerca de 30 máquinas caça-níqueis estavam apreendidas e os donos dos estabelecimentos fiscalizados na mira da Justiça.
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A operação, coordenada pela Delegacia de Polícia de Caldas Novas — a 19ª Delegacia Regional de Polícia — mobilizou um efetivo expressivo e diversificado. Participaram da ação equipes da própria Delegacia Municipal, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) e da Central de Flagrantes de Caldas Novas. O raio da operação foi ainda mais amplo: duas equipes vieram de Morrinhos e uma de Piracanjuba para reforçar o trabalho. A Polícia Técnico Científica e a própria Prefeitura de Caldas Novas, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e da Ação Urbana, também deram suporte à ação.
Com esse aparato, os policiais cumpriram sete mandados judiciais de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais dos dois setores. Além das máquinas, foram recolhidos diversos equipamentos eletrônicos ligados à atividade ilícita.
Da denúncia à operação
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A história desta operação começa em maio, quando moradores passaram a bater à porta da Delegacia Municipal relatando um problema que já comprometia as finanças de suas famílias. Os relatos davam conta de que parentes estavam perdendo quantias significativas de dinheiro nas máquinas instaladas em estabelecimentos da vizinhança — equipamentos que, por lei, são proibidos no Brasil.
A investigação que se seguiu revelou por que essas máquinas são especialmente perigosas. Diferentemente de um simples jogo de apostas, os caça-níqueis operam por sistemas eletrônicos cujos resultados não podem ser verificados ou auditados pelos próprios apostadores, abrindo caminho para a manipulação dos algoritmos e eliminando qualquer chance real de aleatoriedade. Em outras palavras: a casa sempre pode ganhar, e o jogador nunca tem como saber disso.
O que vem a seguir
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Os proprietários dos estabelecimentos fiscalizados já foram formalmente indiciados pela Polícia Civil nos procedimentos policiais cabíveis e responderão pela contravenção penal de exploração de jogos de azar, conforme prevê a legislação brasileira.
Mas as investigações não param por aí. A Polícia Civil deixou claro que o trabalho continua com foco em desvendar quem está por trás da instalação, da manutenção e da distribuição das máquinas apreendidas — o que sugere a existência de uma cadeia criminosa mais ampla, ainda não completamente mapeada. Eventuais envolvidos na organização do esquema também estão na mira dos investigadores.
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Fonte: Polícia Civil do Estado de Goiás — Delegacia de Polícia de Caldas Novas (19ª DRP)
Fotos: Reprodução/19ª DRP de Caldas Novas

