Ação conjunta entre as polícias de Goiás e do Distrito Federal mobilizou equipes locais em megaoperação que visa desmantelar núcleo fornecedor de drogas e ocultação de patrimônio
Uma grande ofensiva policial mobilizou forças de segurança em quatro estados e no Distrito Federal com o objetivo de estrangular financeiramente e desarticular a estrutura de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de entorpecentes. A Polícia Civil de Goiás prestou apoio crucial à Polícia Civil do Distrito Federal no cumprimento de diversas medidas judiciais na última quarta-feira, dia 18, no âmbito da denominada Operação Fornitori.
Em Caldas Novas, a Delegacia Municipal de Polícia local, vinculada à 19ª DRP (Delegacia Regional de Caldas Novas), atuou diretamente na linha de frente da operação. Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão domiciliar em uma residência localizada no Setor Lago Sul. A diligência teve como objetivo principal a localização e apreensão de elementos de prova fundamentais para o avanço das investigações e a posterior responsabilização dos envolvidos. Além de Caldas Novas, as equipes goianas da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) também cumpriram ordens judiciais nos municípios de Abadiânia, Anápolis e Trindade.
Toda a investigação de inteligência que culminou nesta fase ostensiva foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O foco central da Operação Fornitori foi desmantelar o poderoso núcleo fornecedor responsável diretamente pelo abastecimento em larga escala de substâncias ilícitas no Distrito Federal. Os envolvidos na engrenagem criminosa são investigados pelos crimes de tráfico interestadual de entorpecentes, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Ao todo, a massiva operação mobilizou um contingente de 120 policiais civis tanto na capital federal quanto em outros estados da federação.
As investigações apontam que o grupo criminoso possuía uma estrutura altamente organizada. Eles atuavam no fornecimento e na distribuição de grandes carregamentos de entorpecentes destinados ao Distrito Federal, valendo-se de empresas de fachada, imóveis e veículos para ocultar os recursos financeiros oriundos das atividades ilícitas.
Nesta etapa repressiva de rua, o Poder Judiciário deferiu um total de 15 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão domiciliar nos endereços vinculados aos investigados no Distrito Federal, em Goiás e em Mato Grosso do Sul. O alcance das ordens emanadas pela Justiça, contudo, foi muito além do cerceamento da liberdade dos envolvidos, focando firmemente na desestabilização do poder econômico do grupo.
As determinações judiciais autorizaram o imediato sequestro de diversos veículos de luxo e imóveis localizados no Distrito Federal, em Goiás, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Complementarmente, foi determinado o bloqueio de contas bancárias por meio do sistema SISBAJUD, estabelecendo o limite de até R$ 1 milhão por cada pessoa investigada ou empresa fraudulenta vinculada ao esquema. Para garantir a total elucidação das transações do bando, a Justiça decretou ainda o afastamento completo dos sigilos fiscal e financeiro de todas as pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao esquema. A Operação Fornitori busca desarticular toda a cadeia criminosa, atingindo desde os fornecedores até a rede de ocultação de valores.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Fonte: Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO)/19ª DRP/Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
Fotos: Reprodução/19ª DRP/PCD

