Justiça mantém prisão de pai e filho suspeitos de matar corretora em Caldas Novas

Caldas Novas / 279

Audiência de custódia confirmou prisão temporária de Cléber e Maicon por homicídio e ocultação de cadáver; porteiro do prédio será conduzido coercitivamente

A Justiça manteve a prisão temporária do pai e filho Cléber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas Souza de Oliveira, investigados pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro de 2025 em Caldas Novas. A decisão foi tomada pela juíza Vaneska da Silva Baruki, titular da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (28).

A Polícia Civil investiga os dois suspeitos pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Segundo a magistrada, há indícios de autoria contra Cléber, especialmente devido a um histórico de conflitos entre ele e a vítima. Em relação a Maicon, a Justiça apontou suspeita de auxílio posterior ao crime e de atuação para dificultar a investigação, principalmente envolvendo provas digitais.

Compra de celular levanta suspeitas

De acordo com a decisão judicial, Maicon teria comprado um novo celular para o pai no dia 17 de janeiro, logo após diligências periciais consideradas importantes para o andamento do caso. O ato reforçou as suspeitas de que ele estaria agindo para atrapalhar as investigações.

A juíza reconheceu que todas as formalidades legais foram observadas no ato de prisão, não havendo qualquer ilegalidade. Ela justificou a manutenção das prisões como necessária para garantir o avanço das investigações, viabilizar interrogatórios, apurar a participação de outras pessoas e esclarecer a dinâmica dos fatos, além de evitar uma possível fuga dos investigados.

Porteiro será conduzido coercitivamente

A magistrada também determinou a condução coercitiva de João Vieira Filho, que trabalhava como porteiro do prédio onde o crime teria ocorrido. Em depoimento, ele informou o horário em que chegou ao trabalho no dia do desaparecimento de Daiane. No entanto, sua versão diverge da apresentada pelo porteiro do turno anterior, especialmente quanto ao momento exato em que a vítima foi vista pela última vez.

As prisões estão sendo cumpridas na Delegacia Estadual de Capturas (Decap), em Goiânia. Após o ato de prisão, Cléber indicou a localização do corpo da vítima. O caso segue sob sigilo.

Fonte: Diretoria de Comunicação Social do TJGO/Radio Bandeirantes
Foto: Wildes Barbosa/O Popular/TJGO