Investigado por homicídio e tentativa de homicídio ocorridos em 3 de março, homem de 34 anos foi localizado pela CPE após violar monitoramento eletrônico; caso também revela situação de vulnerabilidade de adolescente de 15 anos
Um homem de 34 anos foi preso na tarde desta quarta-feira, 11 de março, em Caldas Novas, no interior de Goiás, após romper o dispositivo de monitoração eletrônica ao qual estava submetido por ordem judicial. O investigado é apontado como o responsável por um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio ocorridos na madrugada do dia 3 de março de 2026 no mesmo município.
Segundo as investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil de Caldas Novas, as vítimas se encontravam em uma residência quando um desentendimento envolvendo o suspeito eclodiu durante a madrugada. Após deixar o local, o investigado teria retornado momentos depois e efetuado disparos de arma de fogo contra as vítimas, atingindo dois homens.
Um dos baleados, de 29 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O outro, de 21 anos, foi socorrido com vida e levado a atendimento médico. A Polícia Militar foi acionada em regime de integração com o GIH, e as diligências investigativas foram iniciadas imediatamente após o registro da ocorrência.
Rompimento de tornozeleira agravou a situação processual
No decorrer das investigações, os agentes verificaram que o suspeito havia rompido o dispositivo de monitoração eletrônica no mesmo dia dos crimes, circunstância que se somou ao conjunto de elementos reunidos no inquérito policial. Com base nas provas coletadas, a Polícia Civil representou, ainda na manhã desta quarta-feira, pela prisão do investigado pelos crimes de homicídio consumado e tentativa de homicídio.
Na parte da tarde, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizaram e efetuaram a prisão do investigado em cumprimento a mandado de prisão por regressão cautelar, expedido em razão do rompimento da tornozeleira eletrônica.
Crime revela contexto de vulnerabilidade de adolescente
As investigações trouxeram à tona um dado alarmante que extrapola o crime em si. Uma adolescente de 15 anos, testemunha dos fatos, relatou às autoridades que mantinha um relacionamento conjugal com a vítima fatal desde quando tinha aproximadamente 11 anos de idade. Segundo seu relato, na noite do crime havia consumo de álcool e drogas no local, inclusive por ela própria.
O homicídio acabou revelando um contexto que frequentemente permanece invisível: uma adolescente inserida, desde muito cedo, em um ambiente de vulnerabilidade, exposta a adultos, entorpecentes e violência. De acordo com as apurações, há indícios de que a menor foi submetida a relações sexuais quando ainda tinha menos de 14 anos — circunstância que, em tese, caracteriza o crime de estupro de vulnerável, previsto no Código Penal brasileiro.
Do ponto de vista jurídico, contudo, o fato de o suposto autor dessas condutas ser a própria vítima fatal do homicídio impede qualquer responsabilização penal. A morte do agente provoca a extinção da punibilidade, nos termos da legislação penal vigente.
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Fonte: Polícia Civil de Goiás — Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) / 10ª CIPM / CPE de Caldas Novas
Fotos: Reprodução/19º (GIH)/10ª CIPM/CPE de Caldas Novas

