Turistas que viajam para Caldas Novas nas férias de julho devem ficar atentos às rotas alternativas
A partir de 15 de julho — justamente no período de maior movimento das férias escolares — motoristas que se deslocam rumo a Caldas Novas e à região das Águas Quentes de Goiás precisarão redobrar a atenção ao planejar o trajeto. A ponte Quincas Mariano, que liga a GO-139 à MG-413 entre os municípios de Corumbaíba (GO) e Araguari (MG), passará por obra de recuperação estrutural e entrará em sistema de pare e siga já na próxima quinzena, com fechamento total previsto a partir de 1º de agosto por até 12 meses.
Para quem vem de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro — uma das principais origens de turistas que buscam os parques aquáticos e resorts de Caldas Novas durante o recesso escolar — a mudança de rota é praticamente inevitável, já que a estrutura é uma das ligações mais importantes entre os dois estados.
Atenção redobrada para quem vem de férias
Com a movimentação intensa de veículos rumo às Águas Quentes de Goiás justamente no período em que a interdição parcial começa, famílias e grupos de turistas que costumam usar a ponte Quincas Mariano como caminho direto entre Minas Gerais e Caldas Novas devem se programar com antecedência. A recomendação é sair de casa com folga extra de tempo e já consultar previamente o trajeto alternativo, já que o fluxo poderá ficar mais lento durante o período de pare e siga, entre 15 de julho e o início de agosto.
Quem viaja em família, com crianças ou carregando bagagem para uma temporada mais longa nos resorts e hotéis da cidade, deve considerar ainda que o desvio pode acrescentar tempo de viagem, o que reforça a importância de planejar horários de chegada, paradas de descanso e abastecimento ao longo do novo percurso.
Investimento de R$ 25,9 milhões
A obra tem orçamento de R$ 25,9 milhões e tem como objetivo recuperar a estrutura e aumentar a segurança da travessia. Com 1.153 metros de extensão, a ponte é utilizada diariamente por cerca de 15 mil veículos, entre moradores, caminhoneiros, produtores rurais e, especialmente no período de férias, turistas com destino a Caldas Novas.
Segundo a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), estudos técnicos identificaram problemas estruturais que exigem intervenção de grande porte, incluindo substituição de aparelhos de apoio danificados, recuperação das juntas de dilatação, reforço estrutural, melhorias na drenagem e renovação completa da pavimentação.
Rotas alternativas para chegar a Caldas Novas
Durante o período de interdição, turistas e demais motoristas que cruzam a divisa entre Goiás e Minas Gerais deverão utilizar caminhos alternativos. Confira as opções por origem:
Saindo de Corumbaíba: seguir por Nova Aurora e Cumari até Araguari, ou optar pelo trajeto via Buriti Alegre, Itumbiara e Tupaciguara antes de chegar ao município mineiro.
Saindo de Goiânia: acessar Araguari pelas rodovias que passam por Pires do Rio, Ipameri e Catalão, ou utilizar o percurso por Morrinhos, Itumbiara e Tupaciguara.
Saindo de Caldas Novas — atenção especial para quem retorna a Minas Gerais após as férias: as opções são seguir por Cumari ou utilizar a rota via Buriti Alegre e Itumbiara.
Para quem vem de cidades mineiras próximas ao Triângulo, como Araguari e Uberlândia, o caminho via Tupaciguara e Itumbiara tende a ser a alternativa mais utilizada durante o período de obras, já que mantém a conexão com a malha viária que leva diretamente a Caldas Novas.
Primeira obra de acordo entre Goiás e Minas Gerais
A recuperação da ponte Quincas Mariano é a primeira obra executada dentro de um acordo de cooperação firmado entre a Goinfra e o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A parceria prevê ações conjuntas para melhorar a infraestrutura viária ao longo de uma faixa de aproximadamente 1,6 mil quilômetros de divisa entre os dois estados — o que pode significar novas obras e novos desvios para quem viaja rumo a Caldas Novas nos próximos anos.
Com informações do Mais Goiás
Foto: Divulgação/Goinfra

