Operação Destroyer chega à 10ª fase com mais de 240 prisões e mira facção com ramificações em Caldas Novas

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A Ação da Polícia Civil de Goiás cumpriu 667 ordens judiciais, apreendeu R$ 235 milhões em bens e teve buscas em quatro endereços de Caldas Novas dentro da fase "Fim da Linha", deflagrada contra organização ligada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quarta-feira (10/06), a 10ª fase da Operação Destroyer, denominada "Fim da Linha", em uma ação que mira uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais, com possível vinculação a uma facção de atuação nacional. A operação, conduzida pelo Grupo Especializado em Repressão a Narcóticos (Genarc) de Águas Lindas de Goiás, integra a 17ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) e tem como objetivo desestruturar a rede criminosa e enfraquecer seu esquema financeiro interestadual.

Ao todo, estão sendo cumpridas 52 medidas cautelares, divididas em 20 mandados de prisão temporária e 32 mandados de busca e apreensão domiciliar. As ações ocorrem em municípios goianos como Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Caldas Novas, Goiânia e Alto Paraíso de Goiás, além de cidades de outros estados, incluindo Uberlândia (MG), Cruzeiro do Sul (PR) e Recanto das Emas (DF).

Até o momento, foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária, sendo 12 em Águas Lindas de Goiás, dois em Santo Antônio do Descoberto, um em Alto Paraíso de Goiás e um em Recanto das Emas (DF). Em relação aos mandados de busca e apreensão, já foram realizadas 17 diligências em Águas Lindas de Goiás, duas em Santo Antônio do Descoberto, quatro em Caldas Novas, uma em Goiânia, uma em Alto Paraíso de Goiás, quatro em Uberlândia (MG), uma em Cruzeiro do Sul (PR) e uma em Recanto das Emas (DF).

Durante as ações, também foram registrados um Auto de Prisão em Flagrante (APF) por tráfico de drogas contra um homem, um APF por posse irregular de arma de fogo contra uma mulher e um Auto de Apreensão em Flagrante (AAF) por ato infracional análogo ao tráfico de drogas envolvendo um adolescente. As diligências continuam para o cumprimento das demais medidas judiciais e o aprofundamento das investigações.

A nova fase reforça o balanço geral da Operação Destroyer, considerada uma das principais frentes da Polícia Civil de Goiás no combate ao crime organizado. Ao longo de suas dez fases, a operação já resultou em 247 prisões, no cumprimento de 247 mandados de busca e apreensão e de 667 ordens judiciais, além da apreensão de R$ 235 milhões em bens e valores retirados de organizações criminosas.

Para o governador Daniel Vilela, os números demonstram a força da atuação integrada entre as forças de segurança do estado. Segundo ele, a operação representa a maior ação conjunta já realizada contra facções criminosas em Goiás, combinando resultados expressivos no combate ao crime com um recado direto às organizações criminosas que atuam no estado.

O governador destacou ainda que o sucesso da Destroyer é resultado do trabalho das forças de segurança, da inteligência policial e da integração entre instituições, atingindo não apenas os criminosos, mas também o patrimônio que sustenta suas atividades ilegais.

Mais do que uma sequência de operações isoladas, a Destroyer se consolidou como estratégia permanente de enfrentamento ao crime organizado, com unidades especializadas em investigações de longo prazo voltadas à interrupção de cadeias logísticas criminosas. De acordo com o governador, isso significa menos recursos financiando o crime, menos estrutura para as facções e mais segurança para a população goiana.

A atuação integrada entre unidades especializadas, somada ao uso de inteligência policial e ao compartilhamento de informações, tem permitido à Polícia Civil avançar sobre diferentes níveis das organizações criminosas, alcançando executores e também suas redes de apoio e sustentação financeira. Os resultados da operação acompanham o fortalecimento da estrutura de segurança pública em Goiás nos últimos anos, impulsionado por investimentos em inteligência, tecnologia, integração entre forças policiais e valorização dos profissionais da área.

A continuidade da operação ao longo de dez fases evidencia a capacidade da instituição de sustentar investigações qualificadas por longos períodos, com atuação coordenada entre delegacias especializadas, grupos de repressão ao narcotráfico e unidades de combate ao crime organizado. Segundo o governador, quem escolhe o caminho do crime precisa saber que, em Goiás, a vida do criminoso fica cada vez mais difícil.

Somente nas últimas semanas, a Polícia Civil de Goiás realizou operações simultâneas contra facções criminosas, tráfico de drogas, golpes bancários e outros crimes. Em um único ciclo operacional, foram contabilizados 192 presos e mais de 260 ordens judiciais cumpridas, números que reforçam a intensidade das ações conduzidas pela instituição.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás/Polícia Civil de Goiás (PCGO)
Foto: Secom-GO/Polícia Civil de Goiás (PCGO)