Goiás atrai grandes negócios e novos investimentos se aproximam de R$ 9 bilhões em 2026

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O Estado registra mais de mil empresas abertas com capital superior a R$ 500 mil entre janeiro e maio, segundo levantamento da Juceg

Goiás segue consolidado como um dos ambientes mais atrativos do país para a abertura de novos negócios. Entre janeiro e maio de 2026, o estado registrou a criação de 1.001 empresas com capital social declarado superior a R$ 500 mil, de acordo com dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg).

Juntas, essas empresas somam quase R$ 3,5 bilhões em capital inicial, valor que representa mais de 74% de todo o investimento declarado na constituição de novos empreendimentos fora do regime de Microempreendedor Individual (MEI) no período. O resultado indica a chegada de negócios com maior estrutura financeira e potencial para ampliar a geração de empregos, renda e desenvolvimento regional.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, o desempenho demonstra que Goiás tem conseguido transformar vantagens competitivas em atração concreta de investimentos. “O crescimento no número de empresas com maior capital social mostra que Goiás é visto pelo setor produtivo como um estado seguro, competitivo e preparado para receber novos negócios. A SIC atua para fortalecer esse ambiente, aproximando o poder público dos empreendedores, simplificando caminhos e apoiando investimentos que geram emprego, renda e desenvolvimento para os goianos”, afirma.

O levantamento também mostra que, considerando as empresas de todos os portes abertas neste ano, o volume total de capital social declarado já se aproxima de R$ 9 bilhões. O montante reúne desde pequenos negócios até grandes companhias e reforça a diversidade da economia goiana, que tem avançado tanto pelo empreendedorismo individual quanto pela instalação de empreendimentos mais robustos.

A agilidade para abrir uma empresa é um dos fatores que contribuem para esse cenário. Dados da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) apontam que o tempo médio de abertura de empresas em Goiás é de 22 horas, abaixo da média nacional, de aproximadamente um dia e 10 horas. A integração entre os órgãos de registro e licenciamento, somada à redução da burocracia, fortalece a competitividade do estado e facilita a formalização de novos negócios.

Somente em maio, foram registrados 16.457 novos empreendimentos em Goiás. Desse total, 12.718 foram formalizados como Microempreendedores Individuais, segmento que segue como principal porta de entrada para quem decide empreender. Com os novos registros, o estado chegou à marca de 1.320.302 empresas ativas.

O setor de serviços continua liderando a abertura de empresas em Goiás. Entre as atividades com maior volume de registros em maio estão serviços de escritório e apoio administrativo, promoção de vendas, consultoria em gestão empresarial, preparação de documentos, apoio administrativo especializado e treinamentos voltados ao desenvolvimento profissional e gerencial. A predominância dessas atividades reflete a expansão dos serviços corporativos e o aumento da demanda por soluções especializadas no ambiente empresarial.

A distribuição territorial dos novos negócios também evidencia o fortalecimento de diferentes polos econômicos. Goiânia permanece como o principal centro empresarial do estado, concentrando 30,8% das empresas ativas em Goiás. Na sequência, aparecem Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Valparaíso de Goiás, municípios que se destacam pelo dinamismo econômico no Centro-Oeste.

Os dados de maio apontam ainda uma movimentação relevante entre Valparaíso de Goiás e Senador Canedo. Entre os microempreendedores individuais, Senador Canedo apresentou melhor desempenho, com 396 novos MEIs formalizados no mês. Já entre as empresas abertas fora do regime do MEI, Valparaíso registrou 75 novos negócios, ante 61 em Senador Canedo.

Fonte: Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás
Fotos: SIC/SECOM