Daiane Alves Souza, 43 anos, sumiu sem deixar rastros há quase um mês; última imagem mostra momento em que ela sai do elevador no subsolo do prédio
Há quase um mês, o desaparecimento de Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos, mobiliza familiares, amigos e autoridades em Caldas Novas, município turístico localizado no interior de Goiás. O caso intriga pela forma repentina e inexplicável como a mulher desapareceu, sem deixar qualquer vestígio.
Na noite de 17 de dezembro de 2025, Daiane foi vista pela última vez ao descer até o subsolo do prédio onde mora para verificar um problema de falta de energia elétrica em seu apartamento. Desde então, não há registros de sua localização ou paradeiro.
Natural de Uberlândia (MG), onde mora sua família, Daiane administrava seis apartamentos de propriedade dos parentes em Caldas Novas. O planejamento era que ela retornasse a Uberlândia para as festividades de Natal e voltasse após a data para cuidar da demanda do Ano-Novo. Durante sua ausência, sua mãe, Nilse Alves Pontes, assumiria temporariamente a gestão dos imóveis.
Últimos momentos registrados
No dia 18 de dezembro, tanto a mãe quanto a filha de Daiane — uma jovem de 17 anos que estava em Goiânia — tentaram contato telefônico sem sucesso. A última conversa por mensagem havia ocorrido na manhã do dia anterior.
Ao chegar ao apartamento, a filha da corretora encontrou o local trancado e não obteve resposta ao bater à porta. Momentos depois, Nilse chegou ao prédio, abriu o apartamento com a chave reserva e constatou que Daiane não estava lá. Buscas nos demais imóveis da família também não tiveram resultado.
Desorientados com a situação, os familiares registraram boletim de ocorrência e iniciaram buscas em hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e entre conhecidos da corretora, sem encontrar qualquer pista.
Dias mais tarde, uma amiga encaminhou à família um vídeo que havia recebido da própria Daiane. Nas imagens, a corretora mostra o apartamento sem energia elétrica e filma todo o trajeto até o elevador. O vídeo prossegue com ela descendo até a portaria para questionar o porteiro sobre o problema.
Dentro do elevador, Daiane ainda aparece conversando com outro morador sobre a queda de energia. Em seguida, as imagens mostram que ela retorna ao elevador e desce até o subsolo do prédio, onde pretendia religar o relógio de energia — procedimento que, segundo a família, era comum no condomínio.
Câmeras de segurança e fim do rastro
As câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que a porta do elevador se abre no subsolo e Daiane sai, ainda com o celular em mãos. A partir desse instante, não há mais registros da mulher.
De acordo com os familiares, o subsolo possui apenas uma câmera, com campo de visão limitado. O local específico para onde Daiane se dirigiu para religar a energia não é coberto por sistema de vigilância. Também não existem imagens que mostrem a corretora saindo do prédio ou retornando ao apartamento.
Os parentes acreditam que ela teria saído apenas para resolver o problema elétrico, uma vez que não levou pertences pessoais — apenas o aparelho celular. A quebra do sigilo bancário revelou que não houve movimentações financeiras após o desaparecimento. Varreduras realizadas no entorno do prédio também não detectaram mais sinal do aparelho telefônico.
Família pressiona por respostas
Nilse Alves Pontes explica que a filha é solteira, mãe de uma adolescente de 17 anos e não mantinha nenhum relacionamento recente. Sem notícias de Daiane, a mãe afirma que a incerteza tem se tornado cada vez mais difícil de suportar.
"Estamos falando de uma cidade essencialmente turística. É difícil aceitar que alguém simplesmente desapareça sem deixar qualquer rastro. Já procurei de todas as formas possíveis. Agora, só nos resta buscar apoio da imprensa e cobrar uma resposta das autoridades", desabafou Nilse.
Como forma de pressionar por respostas, ela contratou um carro de som para circular pelas ruas de Caldas Novas pedindo atenção das autoridades para o caso. Familiares e amigos já promoveram dois atos públicos na cidade. Uma nova manifestação está prevista para acontecer nesta sexta-feira (17/1), na Praça Tubal Vilela, em Uberlândia, quando o desaparecimento de Daiane completa exatamente um mês.
Investigação em andamento
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 19ª Delegacia Regional de Polícia de Caldas Novas, e segue sendo tratado como desaparecimento.
A família reforça o apelo por informações e solicita que qualquer dado que possa contribuir com as investigações seja repassado à Polícia Militar (190), à Polícia Civil (197) ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
Fonte: Portal Metrópoles
Foto/Vídeo: Reprodução/Portal Metrópoles

