Os Suspeitos usavam fardamentos, distintivos falsos e veículos caracterizados para simular poder de polícia — 18 medidas judiciais foram cumpridas em quatro municípios goianos, incluindo Caldas Novas
Caldas Novas esteve entre os alvos de uma das maiores operações contra fraudes ambientais já deflagradas em Goiás. Nesta quinta-feira (21), a Polícia Civil do estado, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), em ação conjunta com o Batalhão de Operações Ambientais da Polícia Militar (PMGO), desencadeou a Operação Batalhão de Papel — com cumprimento simultâneo de medidas judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Mineiros.
O alvo é uma organização criminosa acusada de realizar falsas fiscalizações ambientais contra produtores rurais e estabelecimentos comerciais no interior e na capital goiana. O esquema, sofisticado na aparência, era brutal no método.
Segundo as investigações, o grupo se apresentava às vítimas portando uniformes táticos camuflados, insígnias e distintivos falsos de "delegados ambientais", carteiras funcionais forjadas e veículos com adesivos que imitavam os das forças de segurança pública. Toda essa estrutura servia a um único propósito: intimidar e extorquir.
A mecânica da fraude era sempre a mesma. Os criminosos simulavam uma fiscalização ambiental e, em seguida, ameaçavam as vítimas com multas e embargos fictícios. Para "resolver" a situação, exigiam pagamentos elevados — disfarçados de patrocínios obrigatórios ou de anúncios em uma revista de fachada mantida pelo grupo.
Até o momento, foram cumpridas 18 medidas judiciais nas quatro cidades, com os seguintes resultados parciais: sete prisões temporárias efetuadas, dez mandados de busca e apreensão cumpridos, apreensão de R$ 26 mil em espécie, além de arma de fogo, simulacros, fardamentos, insígnias, distintivos e carteiras funcionais falsas.
As investigações revelam ainda que a organização tinha estrutura profissional: havia divisão clara de tarefas entre os membros, uso sistemático de veículos caracterizados e até simulações de treinamentos militares — tudo para sustentar a aparência de uma força fiscalizatória paralela e intimidar as vítimas com mais eficácia.
A divulgação da identidade e das imagens dos investigados foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 02/2020 da Delegacia-Geral da Polícia Civil, com o objetivo de estimular o surgimento de novas vítimas e testemunhas que possam contribuir com as investigações.
Fonte: Polícia Civil de Goiás
Foto: PCGO

