Bombeiros encontram quatro crianças em situação de abandono ao atender ocorrência em Caldas Novas

Caldas Novas / 318

Caso foi descoberto após chamado para socorrer menino de 3 anos que caiu de muro no primeiro dia do ano; vizinhos relataram abandono recorrente

O que deveria ser um atendimento de rotina revelou uma situação alarmante de negligência infantil na tarde desta quinta-feira (1º), no setor Mansões das Águas Quentes, em Caldas Novas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer uma criança de apenas três anos que havia sofrido uma queda de aproximadamente dois metros de altura, mas deparou-se com um cenário que exigiu intervenção imediata das autoridades de proteção à infância.

Ao chegarem ao local, os bombeiros atenderam inicialmente o menino que apresentava um corte na cabeça. Apesar do ferimento, a criança estava consciente e com sinais vitais estáveis. Contudo, elementos no ambiente levantaram suspeitas sobre as condições de vida no imóvel, levando os militares a adentrarem a residência.

O que encontraram chocou a equipe de resgate: outras três crianças viviam em condições descritas como insalubres e inadequadas para a permanência de menores. O ambiente apresentava riscos à saúde e à segurança dos pequenos, configurando situação de vulnerabilidade extrema.

A investigação preliminar, baseada em relatos de moradores da região, aponta para um padrão preocupante de negligência. Segundo vizinhos ouviram pela guarnição, os pais costumavam sair para trabalhar e deixavam os quatro filhos trancados na residência, sem alimentação adequada e completamente desassistidos.

No momento da ocorrência, não havia nenhum adulto responsável no local. Diante da gravidade da situação e da ausência dos pais, o Conselho Tutelar da Região Leste foi imediatamente acionado para tomar as providências cabíveis.

As quatro crianças foram inicialmente levadas ao Hospital de Retaguarda, onde receberam alimentação e avaliação médica. Em seguida, foram encaminhadas ao Lar Batista, instituição que assumiu temporariamente a custódia dos menores enquanto o caso é apurado.

O episódio ocorrido no primeiro dia de 2026 deverá ser objeto de investigação pelas autoridades competentes, que buscarão determinar a extensão da responsabilidade dos pais e definir as medidas necessárias para garantir a proteção definitiva e o bem-estar das crianças envolvidas.

Fonte: Portal 6  
Foto: Reprodução