Associação alerta sobre potencial caos nos aeroportos

Brasil / 2098

De acordo com a Iata, governos devem adotar de forma célere processo de digitalização com o fim de coordenar credenciais de saúde em viagens. Entre os documentos solicitados, estão o certificado de vacinação e o teste para a covid-19. Todas as medidas estão relacionadas à pandemia do novo corona vírus.

Os impactos serão graves, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos:

Em período normal, antes da pandemia, os passageiros levavam cerca de uma hora e meia para fazer todo o processo de embarque, como, check-in, controle de fronteira, alfândega e retirada de bagagem.

Com os novos protocolos da covid-19, o volume de viagem chegou a 30%, aumentando em dobro o período de espera, chegando há 3 horas durante o horário de pico. O check-in e o controle de fronteiras (emigração e imigração) são os principais causadores da espera, em razão da verificação da documentação, que em sua maioria é apresentada de forma física, por documentos em papel.

A entidade alerta que é necessário fazer melhorias nos processos, pois, caso não seja feito, o tempo gasto nos aeroporto poderia chegar a cinco horas e meia por viagem, com 75% dos níveis de tráfego pré-covid, e oito horas por viagem, com 100% dos níveis de tráfego pré-pandemia.

Para o diretor geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos, Willie Walsh, “Os tempos médios de processamento e espera de passageiros já dobraram em relação ao que eram antes da crise durante o horário de pico. E isso acontece com muitos aeroportos implantando equipes de nível pré-crise para uma pequena fração dos volumes pré-pandemia. Ninguém vai tolerar horas de espera no check-in ou para as formalidades de fronteira. Devemos automatizar a verificação de vacinas e certificados de teste antes que o tráfego cresça. As soluções técnicas existem, mas os governos devem concordar rapidamente com os padrões de certificado digital e alinhar os processos para aceitá-los”.

SOLUÇÕES

Uma proposta para solucionar um reinício tranquilo, seria os governos implementarem um processo integrado, com certificados digitais globalmente reconhecidos, incluindo certificados e testes contra a covid-19.

As vantagens dos certificados digitalizados são:

Evita fraude na documentação;

Permite os governos verificar permissões "prontas para voar";

Reduz filas e tempo de espera nos aeroportos através da integração com o check-in self-service (via internet, quiosques ou aplicativos para celular);

Aumentam a segurança por meio do gerenciamento de identidade digital usado por autoridades de controle de fronteira;

Reduzem o risco de transmissão do vírus, por evitar o toque nos documentos físicos.

ABORDAGEM GLOBAL

As Diretrizes do Grupo dos 20, que é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia exigem uma abordagem internacional sobre os testes, vacinação, certificação e informações da covid-19, por meio da identidade digital do viajante, também chamado de passaporte sanitário.

Em 11 de junho, o G7 discutiu a possibilidade dos principais governos desenvolverem uma solução em torno de quatro principais ações, quais sejam:

Emissão de certificados de vacinação com base nos padrões de dados do Certificado de Vacina Inteligente da OMS, incluindo QR codes;

Emissão de certificados de teste de acordo com os requisitos de dados estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO);

Aceitação de teste digital e certificados de vacina em suas fronteiras;

Quando os governos exigem que as companhias aéreas verifiquem as credenciais de viagem, eles devem aceitar aplicativos amigáveis ao viajante, como o Iata Travel Pass, para facilitar o processo de maneira eficiente.

“Isso não pode esperar. Mais e mais pessoas estão sendo vacinadas, mais fronteiras estão se abrindo. Os padrões de reserva nos dizem que a demanda reprimida está em níveis extremamente altos. Mas os governos e as autoridades competentes estão agindo de forma isolada e indo muito devagar. Um reinício suave ainda é possível. Mas os governos precisam entender a urgência e agir rápido”, finaliza Walsh.